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SiBBr melhora processo de publicação e integração dos dados de biodiversidade

No ar desde novembro de 2014, o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) já disponibiliza mais de 5,9 milhões de registros de ocorrências de quase 100 mil espécies provenientes de 91 publicadores.

Com a meta de chegar ao final de 2016 com 9 milhões de registros de ocorrências de espécies a partir de coleções biológicas no Brasil e no exterior, o Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) está implementando diversas ações que irão permitir o crescimento de 50% da sua base, que hoje disponibiliza mais de 5,9 milhões de registros de ocorrências. Além de ampliar a sua infraestrutura para aumentar seu armazenamento e procedimentos de publicação e pesquisa, o sistema trabalha para aprimorar a qualidade dos dados que disponibiliza. Uma dessas ações é automatizar e melhorar o processo de indexação do banco de dados que está integrado ao Explorador.

Hoje já temos aproximadamente 7,5 milhões de registros disponíveis em IPTs

A publicação de dados no SiBBr é um serviço gratuito feito por meio da ferramenta IPT (Integrated Publishing Tool, em inglês), um aplicativo em código aberto desenvolvido pela Plataforma Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF, na sigla em inglês) para publicar conjuntos de dados e metadados associados. A indexação é a inserção dos dados publicados nos IPTs no Explorador do SiBBr, que permite a integração dos dados e a busca de informações em diferentes níveis.

“Hoje já temos aproximadamente 7,5 milhões de registros disponíveis em IPTs, mas somente 5,9 milhões indexados no nosso Explorador, sendo que o restante não consideramos como integrados na infraestrutura do SiBBr. Ao automatizar a indexação vamos ganhar muito tempo e garantir uma maior qualidade dos dados que disponibilizamos”, afirma a diretora do SiBBr, Andrea Portela Nunes, coordenadora-geral de Gestão de Ecossistemas da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI.

Feita manualmente pela equipe do SiBBr, atualmente a indexação é um processo lento e trabalhoso. A sua automatização, que também se faz necessária pela evolução do padrão Darwin Core, irá resolver questões básicas como a remoção de colunas de dados, a perda de extensões e a padronização dos campos preenchidos pelos usuários. Além de poder agregar outras ferramentas de qualidade de dados ao sistema.
Durante o período de automatização da indexação, previsto para durar até agosto de 2016, os dados publicados nos IPTs não serão atualizados com a mesma constância no Explorador do SiBBr. “Iremos continuar trabalhando a publicação de dados, capacitando publicadores e incentivando a digitalização de acervos biológicos, mas os novos dados só serão integrados ao SiBBr quando a indexação estiver automizada”, explica Andrea, citando que a automatização também permite aprimorar o monitoramento das atualizações das instituições publicadoras, melhorando assim a qualidade dos dados do SiBBr.

Próximo passos – Ao longo de 2016, o SiBBr planeja lançar uma série de ferramentas e serviços para aprimorar a experiência dos seus usuários, apoiar a produção científica e processos de formulação de políticas públicas e tomada de decisões. Entre elas estão o cadastro e visualização de coleções biológicas brasileiras e uma plataforma com informações georeferenciais, que permitirá a visualização e cruzamento de camadas sobre biodiversidade e a realização de um conjunto de análises úteis para a tomada de decisão em ações de conservação.

“Também iremos disponibilizar um catálogo de fichas de espécies onde será possível sintetizar as informações das espécies brasileiras para sua publicação e uso pela sociedade”, explica Andrea, que cita que a construção da ferramentas está sendo feita em parceria com organizações como o WCMC (World Conservation Monitoring Centre).