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Plataforma da biodiversidade brasileira completa um ano com 6 milhões de registros

No período, base de dados do SiBBr foi duplicada. Previsão para 2016 é atingir 9 milhões de registros. Novas ferramentas devem estimular a participação da sociedade.

SiBBr/José Sabino
Lançada em 2014, plataforma reúne informações sobre a biodiversidade brasileira.
Quatro milhões de registros são georreferenciados.

Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) completa um ano nesta terça-feira (24) com quase 6 milhões de registros sobre a biodiversidade. Desse total, aproximadamente 4 milhões de ocorrências são georreferenciadas.

O SiBBr foi lançado no ano passado com o objetivo de estimular e facilitar a publicação, integração, o acesso e o uso da informação sobre a biodiversidade do País. A meta inicial era reunir 2,5 milhões de registros de ocorrência de espécies a partir de coleções biológicas no Brasil e no exterior até final de 2016. A expectativa agora é que o SiBBr alcance 9 milhões de registros em 2016.

"Do lançamento até agora mais que duplicou a base de dados. Tivemos aumento de mais de 100% na base de dados", ressalta a coordenadora-geral de Gestão de Ecossistemas do MCTI, Andrea Portela.

"Conseguimos parcerias com quase todas as instituições do Brasil que fazem uso e geram dados. Parcerias internacionais para ferramentas foram estabelecidas. São mais de dez ferramentas que serão disponibilizadas até o ano que vem. Estamos numa curva muito crescente, tanto na disponibilização de dados quanto nas ferramentas que irão fazer a análise e a integração desses registros", acrescenta.

Inovação

Portela afirma que antes da criação do SiBBr pelo MCTI não havia "uma referência para as informações" relacionadas à biodiversidade nacional. "O Brasil não tinha essa referência. A gente tem muita informação dispersa em muitos sistemas e portais, mas não existia uma formar de integrar essas informações. A partir dessa integração você pode ter, pela primeira vez, a capacidade de realmente saber o que o Brasil tem em termos de informação sobre a biodiversidade."

Ciência cidadã

Para o ano que vem está prevista a disponibilização de novas ferramentas que facilitem a participação de qualquer pessoa na plataforma. "Em 2016 começaremos com a ciência cidadã. São ferramentas que possibilitam que qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento técnico, participe. Com isso vamos conseguir maior engajamento com a sociedade. As pessoas poderão ter maior interação com a plataforma, contribuir e opinar com o que o Brasil tem", disse.

Por Ascom do MCTI - Fonte: MCTI