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Estudo mapeia biodiversidade de peixes no Amazonas

O Instituto Mamirauá, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), está realizando uma pesquisa de mapeamento no oeste do Amazonas. A meta é mapear a biodiversidade de peixes na Estação Ecológica (Esec) Jutaí-Solimões e Reserva Extrativista (Resex) do Rio Jutaí, na região.

De acordo com a pesquisadora do Mamirauá Danielle Pedrociane, os inventários dos peixes no médio Solimões se detêm praticamente à região da cidade de Tefé e em lagos de várzea entre os municípios de Coari e Manaus.

"A oportunidade de pesquisar nesta área é um privilégio. Poder expandir os estudos para outros locais nos permitirá dar informações à comunidade local e científica, conhecer o recurso que poderá ser utilizado pelas populações tradicionais, melhorando a sua renda e qualidade de vida", diz.

A pesquisadora ainda completa a fala referindo-se à importância do estudo."Tudo isso nos permitirá escolher o melhor caminho para buscar medidas de proteção, conservação e uso sustentável dos recursos naturais para esta e futuras gerações na Amazônia."

Bacia amazônica

A Amazônia é conhecida mundialmente por sua disponibilidade hídrica e pela quantidade de ecossistemas, como matas de terra firme, florestas inundadas, várzeas, igapós, campos abertos e cerrados.

Abriga, ainda, uma infinidade de espécies vegetais e animais: 1,5 milhão de espécies vegetais catalogadas; três mil espécies de peixes; 950 tipos de pássaros; e ainda insetos, répteis, anfíbios e mamíferos.

Conhecida mundialmente por sua extensa rede hídrica, a bacia Amazônica ocupa uma área total de 6.110.000 quilômetros quadrados, sendo 63% situada em território brasileiro, de acordo com a Agência Nacional da Águas (ANA).

Cerca de 21% das espécies de peixes de água doce conhecidas no mundo está no Brasil, informa o "Catálogo das espécies de peixes de água doce do Brasil".

As informações geradas pelo estudo podem contribuir para revisão do plano de manejo da Resex. De acordo com o gestor da reserva pelo ICMBio, Marcelo Vieira, o plano contribui para orientar a gestão dos recursos naturais pelos comunitários.

"Hoje, a Resex tem 24 comunidades, com cerca de 180 famílias vivendo ali, que precisam desses recursos. O relatório faunístico é importante, pois é o primeiro passo para qualquer ação em relação ao manejo", ressalta gestor.

Fontes: Portal Brasil com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Agência Nacional da Águas