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SiBBr participa de missão para criação de sistema de biodiversidade equatoriano

Parte de projeto de cooperação triangular, entre Alemanha, Brasil e Equador, missão equatoriana visita Brasília (DF) para conhecer a tecnologia brasileira para a criação de sistema de banco de dados em biodiversidade equatoriana. O Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) foi uma das experiências conhecidas pelos técnicos.

Entre os dias 9 e 18 de outubro, uma missão equatoriana esteve entre Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ) como parte do projeto de cooperação triangular, entre Alemanha, Brasil e Equador, pela qual o Brasil irá fornecer assessoria técnica e transferir tecnologia para que o Instituto Nacional de Biodiversidade do Equador (INABIO) fortaleça sua capacidade técnico-científica e desenvolva o sistema equatoriano de informação sobre a biodiversidade. O Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) foi uma das experiências conhecidas pelos técnicos, que também tiveram encontros com equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).

SiBBr

“O INABIO é ligado ao Ministério do Ambiente do Equador, e por meio dele estamos uma articulação público-política-acadêmica para a implantação do nosso sistema de informação. Com a cooperação com o Brasil, esperamos implementar ferramentas de gestão de dados sobre biodiversidade até julho de 2019”, afirmou o diretor executivo do INABIO, Diego Inclán, que coordenou a missão, que também contou com a participação do técnico de base de dados do instituto, Leonardo Vivar. Por parte do Ministério do Meio Ambiente do Equador estiveram presentes o analista de informação, monitoramento e avaliação, Mauricio Rivadeneira, e o especialista em vida silvestre, Paúl Aulestia

“Ao implementar o SiBBr enfrentamos realidades e necessidades muito similares aos desafios enfrentados hoje pelo Equador. Na época, contamos com a experiência da Colômbia que nos ajudou no processo. Agora é a vez do Brasil transferir soluções técnicas que contribuam com o desenvolvimento do sistema equatoriano”, afirma a diretora do SiBBr, Andrea Portela Nunes, coordenadora-geral de Gestão de Biomas da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), completando: “esse tipo de cooperação também nos beneficia muito, pois com o intercâmbio de técnicos aprimoramos também as iniciativas nacionais de gestão e conhecimento da biodiversidade brasileira.”

A transferência de tecnologia brasileira é parte integrante da cooperação. Pelo acordo, o MCTIC irá repassar ao Equador protocolos padronizados de inventário e monitoramento da biodiversidade desenvolvidos por programas ligados ao ministério. Ao exportar seu conhecimento na área, o Brasil segue sua consolidação como referência regional em estudos e pesquisas focados no conhecimento da biodiversidade e, consequentemente, na sua conservação. Assinado pelas três partes em junho de 2016, o projeto de cooperação realizou sua primeira missão técnica em maio de 2017, quando técnicos brasileiros do ICMBio e do Ministério do Meio Ambiente (MMA) estiveram em Quito, capital do Equador, para o detalhamento do plano de trabalho.

O acordo de cooperação entre os três países começou a ser formatado durante a visita da então ministra do Ambiente do Equador, Lorena Tapia Nuñez, ao Brasil em outubro de 2015. Na ocasião, a ministra manteve encontros no MCTIC e no MMA. Por meio do projeto Fundo Regional para a Cooperação Triangular na América Latina e Caribe, da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), foram envolvidos o SiBBr, via o MCTIC, o ICMBio, via o MMA, e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), órgão integrante do Ministério de Relações Exteriores (MRE). Da parte da Alemanha, além da GIZ, que junto com as contrapartes brasileiras e equatorianas participa na coordenação e monitoramento do projeto e facilita as atividades de intercâmbio, estão envolvidos no projeto o Museu de História Natural de Bonn, a Universidade Humbolt de Berlim e a Universidade de Marburgo.

Criado em 2014 e vinculado ao Ministério do Ambiente do Equador, o INABIO fomenta inovações científicas e tecnológicas ligadas à biodiversidade, para desenvolver o conhecimento e fortalecer a conservação e o uso racional dos recursos naturais. Entre os principais objetivos do Equador no acordo está a criação de um banco de dados digital que reúna informações sobre flora e fauna que possam auxiliar no conhecimento da dinâmica dos recursos naturais e no desenvolvimento de estratégias de conservação da biodiversidade.

Fonte: Comunicação SiBBr