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Doutoranda do INPA é finalista brasileira no prêmio global Jovens Pesquisadores

Oferecido pelo GBIF, a brasileira foi selecionada pelo SiBBr para concorrer a um auxílio de 5 mil euros do prêmio Jovens Pesquisadores, pela publicação de um conjunto de dados de monitoramento ambiental de formigas nas áreas de influência da Usina Hidrelétrica Santo Antônio em Rondônia.

A estudante de doutorado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Itanna Oliveira Fernandes, foi selecionada pelo Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) para representar o Brasil no prêmio global Jovens Pesquisadores. Realizado anualmente pela Plataforma Global de Informação sobre Biodiversidade (GBIF, na sigla em inglês), o prêmio visa incentivar a inovação científica na área de tecnologia da informação para a biodiversidade, com premiação de 5 mil Euros para dois projetos a nível mundial, sendo um de mestrado e outro de doutorado. O anúncio final do prêmio será realizado pelo GBIF em setembro, em Helsinque (Finlândia), durante o 24º Congresso de Governança do GBIF.

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A edição de 2017, estimulou a publicação no GBIF de conjuntos de dados e metadados mostrando mensurações de abundância para um conjunto de espécies de múltiplos locais e/ou datas. Itanna concorre pela publicação de dados de monitoramento ambiental de formigas (Hymenoptera: Formicidae) em seis áreas de influência da Usina Hidrelétrica Santo Antônio nas margens do rio Madeira, em Rondônia. Fruto de uma de suas pesquisas de doutorado, o conjunto de dados reuniu um total de 253 eventos, com um 9.165 ocorrências, sendo distribuídas em 10 subfamílias, 68 gêneros e 324 espécies e morfoespécies. Este é o primeiro estudo com tratamento taxonômico e ecológico usado para monitorar o impacto de uma usina hidrelétrica na fauna de formigas no mundo.

Como representante do GBIF no país, o SiBBr recebeu as candidaturas brasileiras e também foi responsável pela seleção nacional. Foram elegíveis para o edital mestrandos e doutorandos regularmente matriculados em programas universitários públicos ou privados no Brasil. O projeto apresentado por Itanna foi o único, entre os concorrentes brasileiros apto a concorrer ao prêmio global. A candidatura seguiu para júri mundial, formado por representantes da rede GBIF, do Comitê Científico do GBIF e por especialistas em dados ecológicos, que avaliarão os conjuntos de dados apresentados com base na integridade e qualidade dos dados e metadados descritivos associados. O anúncio final do prêmio será realizado pelo GBIF em setembro, em Helsinque (Finlândia), durante o 24º Congresso de Governança do GBIF.

O conjunto de dados publicados pela pesquisadora por ser encontrado em: http://www.gbif.org/dataset/914c3b86-f2a1-4d5e-b343-b2597b9d4542

Jovens Pesquisadores 2016 – Desde a sua criação em 2010, o prêmio objetiva incentivar usos inovadores de dados sobre a biodiversidade mobilizados por meio da rede GBIF. Na edição 2016, pela primeira vez um estudante brasileiro foi o ganhador mundial do prêmio Jovens Pesquisadores.  Mestrando da Universidade Federal da Alagoas (UFAL), Bruno Umbelino da Silva Santos, ganhou com o projeto intitulado “Mapeando a perda do conhecimento da biodiversidade na Amazônia em função do desmatamento histórico e futuro”. Com o projeto de pesquisa, Umbelino visa calcular o impacto do desmatamento da Amazônia na qualidade dos dados de biodiversidade do bioma ao longo do tempo. O declínio na qualidade dos dados pode trazer consequências graves para o planejamento da conservação, uma vez que os pesquisadores passam a construir modelos de distribuição de espécies com dados incompletos de florestas que não existem mais e que, por definição, não podem ser inventariados novamente.

Por SiBBr Comunicação