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Banco de dados de interações planta-polinizador pode se tornar realidade

Workshop realizado em São Paulo reuniu especialistas em biologia da polinização e tecnologia da informação para debater o desenvolvimento de banco de dados com informações de interações planta-polinizadores.

“Entre os dias 10 e 11 de abril, pesquisadores de diversas universidades e institutos de pesquisa se reuniram na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em São Paulo, para participar do 1º Workshop da Base de Dados de Interações Planta-Polinizador. Organizado pela Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador (REBIPP) e o Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação (BioComp) da USP, com apoio do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), o encontro teve como objetivo iniciar a discussão para o desenvolvimento e manutenção de uma base de dados de interações planta-polinizador, com os objetivos de elaborar o diagnóstico da diversidade de interações existentes na biodiversidade brasileira, identificar lacunas de conhecimento e estimular o desenvolvimento de projetos de pesquisa entre os colaboradores da REBIPP.

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“É preciso definir padrões de dados e metadados para a interação planta-polinizador. O conjunto de descritores precisam ser abrangente o suficiente para contemplar diversos tipos de interação, seja uma simples visita de um animal à planta, até aquelas interações que geram polinização efetiva, ou ainda algum tipo de dano à planta”, disse o professor da Poli-USP, Antônio M. Saraiva, que divide a coordenação da REBIPP, com as professoras Kayna Agostini (USFCar - Araras) e Marina Wolowsli (UNIFAL). Rede de trabalho colaborativo, a REBIPP reúne especialistas em biologia da polinização que estudam as interações planta-polinizador em suas várias dimensões, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de atividades científicas e didáticas na área.

O workshop iniciou a discussão dos descritores dos dados e como nomeá-los em uma possível planilha, bem como a elaboração de um vocabulário controlado para esse tipo de informação e protocolos para a coleta de dados. Como ponto de partida foram utilizados descritores definidos por especialistas nacionais e internacionais reportados no relatório parcial “Conservation and management of pollinators for sustainable agriculture, through an ecosystem approach”, elaborado, além do professor Saraiva,  por Barbara Gemmill-Herren (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO) e Mike Ruggiero (Instituto Smithsonian) em 2010, em projeto coordenado pela ONU Meio Ambiente, FAO e Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF).

Estes descritores foram formulados com o intuito de contribuir para o gerenciamento de dados de interação planta-polinizador com potencial para ser amplamente adotado pela comunidade científica e refletir o máximo possível o conhecimento e as necessidades dos especialistas da área. A definição dos descritores também levou em consideração esquemas padronizados para dados de ocorrências já existentes, como o Darwin Core (DwC), que é o que permite que dados de coleções biológicas e de observações estejam integrados em grandes portais como o SiBBr.

Por SiBBr Comunicação